quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A lenda de Egas Moniz

A lenda de Egas Moniz
D. Afonso VII, rei de Leão e Castela, teve conhecimento que o seu primo, D. Afonso Henriques, queria a independência do Condado Portucalense. Chamou, então, os seus conselheiros e perguntou-lhes:
— O que faço?
Os conselheiros disseram-lhe que devia obrigar o primo a obedecer às suas ordens.
— Tendes razão! — exclamou D. Afonso VII.
Um numeroso exército castelhano cercou o castelo de Guimarães. A situação dentro das muralhas era bastante complicada. E Egas Moniz decidiu impedir a derrota total. Dirigiu-se ao rei de Castela e prometeu-lhe que D. Afonso Henriques o respeitaria e lhe obedeceria se o exército castelhano levantasse o cerco.
O exército castelhano afastou-se. No entanto, D. Afonso Henriques, apesar de satisfeito com o afastamento do inimigo, afirmou:
— Jamais obedecerei às ordens do meu primo! Eu quero a independência do Condado Portucalense!
Egas Moniz, fiel à sua palavra, dirigiu-se a D. Afonso VII com a mulher e os filhos para pagar com a morte a falta do cumprimento da palavra.
Mas o rei de Leão, vendo a honradez daquele homem, perdoou-lhe e mandou-o em paz.                                                                                    Franclim Neto
(adaptado)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O milagre das rosas

                                       O milagre das Rosas

            D. Isabel de Aragão, a mais popular Rainha de Portugal, é talvez mais conhecida como Rainha Santa Isabel, santa de muitos altares por esse país fora, lendária pelos milagres que o povo lhe atribui. Entre eles, o célebre milagre das rosas.
            O milagre das rosas aconteceu numa época em que D. Dinis avisado por um homem do Paço que, no dia seguinte, contrariando as ordens reais, a Rainha D. Isabel sairia com ouro e prata para distribuir pelos pobres.
            Irritado, D. Dinis resolveu imediatamente que ao outro dia iria surpreender a Rainha quando ela fosse sair com o seu carregamento de esmolas.
Na manhã seguinte, uma fria manhã de Janeiro, estava D. Isabel com as aias no jardim, com o manto cheio de moedas, quando apareceu El-Rei. Saudaram-se e D. Dinis perguntou:
- Aonde ides, Senhora?
- Armar os altares do Convento de Santa Cruz, meu Senhor!
- E que levais no regaço, minha rainha?
- São rosas, real Senhor!
- Rosas, em Janeiro?! – gritou enraivecido D. Dinis. – Rosas em Janeiro?! Quereis, sem dúvida, enganar-me!
- Senhor, não mente uma Rainha de Portugal!
E, largando a ponta do manto, todos viram cair, no local onde sabiam só haver moedas, uma chuva belíssima de rosas brancas e perfumadas.
Fernanda Frazão (adaptado)